Bateria social e cultura
Solidão pode ser uma das maiores dores emocionais que podemos sentir, mesmo sendo uma pessoa que gosta de ficar a maior parte do tempo só, a gente sente vontade de nos juntar aos que gostamos por um tempo, vai depender do tamanho da bateria social de cada um.
Também temos que considerar a construção cultural que nos direciona a levar uma vida muito menos coletiva do que gostaríamos. Trabalhamos muito e nos sobra pouco tempo para atividades com nossos familiares e amigos. Tem também o custo com transporte que está cada dia mais elevado, não é mesmo?!

Comparações que trazem sofrimento.
As datas comemorativas podem geram comparações entre aqueles que podem se juntar aos familiares e amigos e os que estão em uma condição mais solitária. Esse papo de ser a sua melhor companhia nem sempre faz sentido para nós, mas podemos construir algo em direção a isso, não basta eu dizer para você ser sua melhor companhia, precisamos investigar a lógica por trás dessa dor e construir em direção ao que faz mais sentido.
Eliminar o sofrimento é impossível, mas transformar uma dor em um sofrimento comum é possível sim, aliás evitar o sofrimento a qualquer custo pode gerar muita dor também, você já parou para pensar sobre isso?

Se relacionar é simples, difícil é ser simples?
Relacionamentos são difíceis, é importante se manter em movimento e a psicanálise pode te ajudar nisso, podemos descobrir quais são suas principais dificuldades e como lidar com elas. Quais são nossos valores e caminhos para buscar relacionamentos mais profundos.
Não estamos sós no sentimento de solidão. É importante lembrar que todo mundo se sente só em algum momento, acredite. Tem pessoas que lidam melhor com isso, outras com mais dificuldade, mas todo mundo sente.
Também é possível se sentir sozinho com pessoas ao redor, depende muito do tipo vínculo que criamos com elas, por várias questões podemos não nos sentirmos acolhidos pelos que estão à nossa volta e muitas vezes a sensação de acolhimento vem da nossa própria aceitação, dela forma temos um bom parâmetro sobre o que esperar e oferecer em nossas relações.
Os temas aqui apresentados têm caráter informativo e reflexivo, partem de observações do cotidiano da experiência humana. Não se trata de um texto científico, tampouco de uma exposição exaustiva, havendo simplificações necessárias ao formato. As questões abordadas podem ser aprofundadas em um processo analítico conduzido pela psicanálise lacaniana. Este conteúdo não deve ser tomado como fonte única de conhecimento. Recomenda-se a busca por outras referências, bem como a construção de uma compreensão própria a partir da experiência singular de cada leitor.

Oi, sou a Patrícia Albanez!
Sou psicanalista lacania e minha prática está fundamentada no estudo constante da obra de Lacan e Freud, com participação ativa em grupos de formação, supervisão clínica e pesquisa. Afinal todo bom analista investe em sua formação contínua!
Recebo na minha clínica adultos, que sofrem com atravessamentos como relações conflituosas, angústia, vazio existencial,repetições inconscientes e impasses subjetivos entre outros tantos.
Bora construir algo diferente?
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