A violência que corrói por dentro
O abuso psicológico é um tipo de violência silenciosa e persistente, capaz de afetar profundamente a forma como a pessoa se enxerga e se relaciona com o mundo. Ele não deixa hematomas visíveis, mas pode provocar fissuras na autoestima, no desejo e na capacidade de se posicionar diante do outro.
A psicanálise lacaniana observa que, para além das agressões verbais diretas, essa violência se manifesta em modos sutis de dominação: desde um olhar depreciativo até o uso do silêncio como arma e é importante reforçar: o tratamento de silêncio é abuso.
Por não ser facilmente reconhecida, muitas vítimas acabam vivendo anos sob violência emocional sem conseguir nomeá-la. E, sem nome, é como se não existisse o que facilita sua repetição.

1. Reconhecer os sinais é o primeiro passo
Existem sinais de abuso psicológico que, quando compreendidos, podem mudar o rumo da história de quem sofre. Entre eles:
- Sentir medo constante de errar ou desagradar.
- Dúvida frequente sobre a própria memória ou percepção.
- Críticas disfarçadas de “preocupação”.
- Silenciamento ou isolamento social forçado.
- Chantagem emocional que prende e paralisa.
No trabalho analítico, o objetivo não é apenas listar esses sinais, mas entender como eles se inserem na narrativa de cada sujeito e como sustentam a repetição da violência.
2. Pressão psicológica no relacionamento não é “normal”
A pressão psicológica no relacionamento se caracteriza por cobranças desmedidas, manipulação emocional e chantagens veladas que visam controlar o outro. Pode vir acompanhada de discursos românticos, como “faço isso porque te amo”, mas o que está em jogo é a limitação da autonomia.
A abordagem lacaniana pode ajudar na libertação desta dinâmica que aprisiona de alguma forma a vítima com demandas incessantes do parceiro. Romper esse padrão exige reposicionar-se subjetivamente, e isso leva tempo e reflexão.

3. Violência emocional no trabalho também adoece
Quando a violência vem do ambiente corporativo, falamos de abuso psicológico no trabalho. Aqui, a hierarquia pode ser usada como ferramenta de intimidação, por meio de assédio moral, humilhações públicas ou metas impossíveis de cumprir.
A consequência não é apenas o cansaço é um adoecimento que afeta corpo e mente. A psicanálise pode ajudar a compreender que o problema não é falta de competência ou “fraqueza”, mas uma estrutura de poder que atravessa limites éticos.
4. Abuso financeiro: controle que se disfarça de cuidado
O abuso financeiro ocorre quando a vítima é impedida de administrar seus recursos, vigiada em cada gasto ou privada de acesso a dinheiro. É uma forma concreta de manter alguém preso à relação.
No caso do abuso financeiro no relacionamento, o controle material se mistura à violência emocional, criando um ciclo de dependência difícil de romper sem apoio externo.

5. Família abusiva: quando o lar não é seguro
Uma família abusiva é aquela que invalida emoções, manipula culpas e restringe a liberdade sob o pretexto de proteção ou amor.
Tanto na família como na vida de um modo geral somos atravessados pelos discursos dos outros. Quando esses discursos são abusivos, eles podem influenciar relações futuras e a forma como a pessoa se posiciona no mundo.
6. A diferença entre psicanálise e psicologia no cuidado com vítimas
A dúvida sobre a diferença entre psicanálise e psicologia é comum. A psicologia, dependendo da abordagem, pode oferecer orientações práticas e técnicas de manejo de sintomas. Já a psicanálise, especialmente na vertente lacaniana, não oferece conselhos diretos, mas cria um espaço para que o próprio paciente construa novas significações sobre sua história.
No contexto do abuso psicológico, isso significa ajudar a vítima a recuperar sua palavra e se reposicionar diante da violência.

7. Quando o silêncio se torna arma
O tratamento de silêncio é abuso quando é usado como forma de punição e controle. Ele não é um intervalo saudável para reflexão, mas um bloqueio de comunicação que paralisa e angustia.
Na clínica lacaniana, o silêncio tem outra função: abrir espaço para que algo inédito possa ser dito. No abuso, ele fecha e sufoca.
8. A função da psicanálise lacaniana na reconstrução
O trabalho psicanalítico não promete atalhos nem soluções instantâneas. Na abordagem lacaniana, a análise se volta para compreender a lógica que opera na relação abusiva, as repetições que prendem e as possibilidades de movimento.
Patrícia Albanez dirige esse processo com ética, acolhendo sem condescendência e sustentando um olhar crítico, capaz de abrir caminhos para que novas narrativas surjam.

9. É possível romper o ciclo
Romper o ciclo do abuso exige mais do que coragem: é preciso tempo, apoio e um espaço seguro para se escutar. A psicanálise oferece essa escuta, sem julgamentos, sem pressa, sem fórmulas.
Com o tempo, é possível reconstruir a confiança, recuperar o desejo e criar novas formas de se relacionar consigo mesmo e com os outros.
Por que buscar ajuda agora?
Se você reconhece em sua história qualquer forma de violência emocional, seja pressão psicológica no relacionamento, abuso psicológico no trabalho, abuso financeiro ou experiências com uma família abusiva, este é o momento de considerar um processo analítico.
A clínica de Patrícia Albanez oferece um espaço ético, fundamentado na tradição da psicanálise lacaniana, onde a sua palavra é respeitada e onde você pode reconstruir sua história a partir de si.

Bora construir algo diferente?
O abuso psicológico é uma violência silenciosa, mas não invisível para quem decide olhar de perto. Reconhecer seus sinais é o primeiro passo para romper o ciclo; dar-se a chance de falar sobre eles é o segundo.
Na escuta de Patrícia Albanez, não há atalhos, mas há um compromisso: ser suporte para sua fala até que ela possa se sustentar por si mesma. Porque libertar-se do abuso não é apenas sair de uma relação, mas recuperar a própria narrativa.
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