Palavras sempre contam!

Escrever é um ato.

Pode ser um ato de amor, de ódio mas principalmente um ato de ignorância. Ah, as paixões humanas… Hoje eu acho muita graça nas cartas de amor que já escrevi na vida, na hora pareciam ser o que havia de mais importante a fazer, ou eu escrevia, ou morria sufocada pelas palavras que se amontoavam desorganizadamente no meu pensamento.

Tenho certeza de que no futuro vou achar graça neste texto também, pois com o tempo vamos aprendendo e passando por experiências, nossos textos serão sempre datados, mas algo de verdade sempre vai permanecer.

Hoje eu tenho melhor relação com elas, as palavras, tanto que estou escrevendo esse texto de uma vez e vou publicá-lo daqui a pouco. Bem, agora ele já está aqui. Materializado nos pixels da sua tela, você rodou até chegar aqui eu sei… ou acabou de pegar seu assediador particular, o terrível telefone celular… rs. 

Um meio

Quando eu era uma criança minha irmã tinha uma máquina de escrever, eu adorava brincar com ela, hoje faço isso num computador (continua sendo uma brincadeira, afinal que graça teria se não fosse assim?), mas a relação com elas já estava lá. Elas são meio ou fim?

O computador ou a máquina de escrever são meios, mas as palavras também são, para mim elas não são o fim, mas meios de estabelecermos limites, de nos expressarmos, de darmos ordens ou também de nomear os sentimentos que não conseguimos definir direito. 

Uma vez achei graça num comentário de um post onde o moço fazia mil acrobacias para pensar em meios de inventar reações com emojis que expressassem sentimentos nas postagens das outras pessoas e uma moça comentou: use as palavras, as possibilidades são infinitas. Concordo com ela, mas será fácil se expressar pelas palavras? 

Quantas vezes a gente emudece diante de perguntas que pareciam tão óbvias antes de terem sido feitas. Não é mesmo? As palavras nos desafiam, nos acalmam, nos enfurecem, mas dependem de interpretação. Não é só o texto ou uma obra de arte que precisa de conhecimento prévio para poder ser interpretado adequadamente, o mundo onde vivemos também!!!

Intenção

Atualmente tenho amado estudar História. Na escola eu sentia e agora sei que propositalmente a História da humanidade (nossa História) era contada como uma coisa chata e enfadonha, porque será, né (rs)? Mas quando cheguei na faculdade meu professor de história da arte ensinava como se estivesse contando uma fofoca, como não se apaixonar pela matéria?

Intenção. As palavras carregam a intenção de quem as expressa, pode ser proposital ou inconsciente, mas ela está lá. Seremos eternamente ilustres desconhecidos para nós mesmos, mas ter um outro que saiba te ouvir e que te conte sobre você pode ser a melhor fofoca da sua vida! 

Agora fiquemos com Lacan:

Quando se fala do par e do ímpar, preciso lembrá-los de que se trata, aí, de um domínio inteiramente fechado sobre seu próprio registro? Penso ter tido bastante trabalho aqui, tê-los exercitado por tempo suficiente para demonstrar-lhes que o par e o ímpar não devem nada a qualquer outra experiência além daquela do próprio jogo dos significantes. Não existe nada de par ou de ímpar, em outras palavras, de contável, além do que já foi transportado à função de elemento do significante, de grão da cadeia significante. Pode-se contar as palavras ou as sílabas, mas só se pode contar as coisas a partir disso, de que as palavras e sílabas já estão contadas.” (Lacan, 1961, pág. 152.)


Oi, sou a Patrícia Albanez!

Sou psicanalista lacania e minha prática está fundamentada no estudo constante da obra de Lacan e Freud, com participação ativa em grupos de formação, supervisão clínica e pesquisa. Afinal todo bom analista investe na sua formação contínua!

Recebo na minha clínica adultos, especialmente pessoas entre 25 e 44 anos, que sofrem com atravessamentos como relações conflituosas, angústia, vazio existencial, repetições inconscientes e impasses subjetivos entre outros tantos.

Bora construir algo diferente?


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Bora construir algo diferente?

Não importa se você não sabe o que dizer. Nem se nunca fez análise antes. A escuta da Patrícia começa exatamente daí: de onde você está agora. Você não precisa estar pronto. Só precisa desejar começar.

Psicanalista Online

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